João Carlos F. Almeida

" (Rother)  poeta rebelde "

 

O Autor  faleceu em Janeiro 2009

 

 Rother poeta rebelde
João Carlos F. Almeida


Sou um Poeta Rebelde
Tentando sempre indagar
o saber e o conhecimento
mesmo rodeado de aço e concreto
nesta Metrópole que é São Paulo
Que ajudo a construir
Sou Engenheiro.
Amo o som do Rock
cujo som eleva-me ao infinito
até esqueço que sou erudito!
Minha vida que é um lapso do tempo
Deste velho poeta escrevendo o agora
tentando alcançar a sua nova aurora.






Vida, Sonho e paixão.

João Carlos (Rother)


Na divina e extinta mocidade,

Enlaçados nos prazeres romanescos,

Tínhamos a erótica ansiedade

E nossos corpos eram arabescos.



Sonhos de amor na vida,

Vida cujos sonhos buscamos.

Sonhos de vida amadurecida,

Vida cujo sonho realizamos.



Sonhos da vida são realidades

Que olhos nunca enxergaram.

São sonhos, nunca verdades.

Cuja vida desmascaram.



Vida... Alma nostálgica,

Existente neste mundo vão,

Cujo poeta apenas classifica

De Vida, Sonho e Paixão!



Paz
João Carlos (Rother)



Se a guerra é econômica,

Os poderosos fazem a guerra

Cuja Nação estratifica

E a Paz ela soterra.



.Quando religiosa,

A mais antiga das guerras,

Ela é tão asquerosa,

Que a Paz ela enterra.



As guerras são as aberrações,

Convocando a morte a visitar

As obscuras e decrépitas nações

Que a Paz querem sepultar.



Paz, palavra que nada vale.

Nem escrita e nem falada.

Escroto do mundo se equivale

Cuja Nação é aleijada.



O homem que a Paz elucide.

Nem no coração ele tem Paz.

Apenas saiba escrever na lapide

E colocar no tumulo aqui jaz a Paz.



Jardineiro do Mundo
João Carlos (Rother)



Queria o mundo abraçar
E semear um amor fecundo
E ao ódio enterrar
Num buraco profundo

Queria ao mundo dar amor
Mas não tenho esse poder
Meu coração sangra de dor
Vendo o mundo adoecer

A terra está moribunda
Criar forças ela é incapaz
A humanidade está imunda
Nem amar ela é capaz

Escrevendo sou um plantador
Que em solo infecundo
Tento o desabrochar do amor
Num pantanal nauseabundo

Tento ao mundo cingir
Protegê-lo estando ele moribundo
Mas sou só um poeta a incutir
Ao povo a grandeza de nosso mundo.



 

 


Art: Nadir A D'Onofrio
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