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 O tempo passou as lembranças ficaram,
saudade de momentos bons, é válido recordar, porque não!
Se no tempo eu pudesse voltar levaria comigo o presente, e você...
inserido nele, olhos de águia, que nunca esqueci!
Nas voltas decorridas escapei de suas mãos,
vaguei por tantas avenidas ouvindo, sempre, a nossa canção...
Conheci outros pares vivenciei novas ilusões.
Eram seres apresentáveis, no conteúdo... sempre vazios!
A busca incessante pelas noites, ante o colorido do néon, na pista de dança,
quando o efeito estroboscópico enganava, entre, o agito de corpos,
em movimento, a ilusão de tê-lo encontrado.
Repetiam-se os dias entrava primavera saia o verão aumentando, 
a melancolia na estação outonal, a roda do tempo girando, sem cessar!
Foi só no inverno da vida que, o destino nos aproximou, 
no encontro sem procura, meramente casual.
Que ironia, ao aumentarem-se os dias pela espera desejada,
lamentavelmente subtraiu-se...
as horas felizes, que nos restam...
Fica uma pergunta no éter:

Por quê nos perdemos se nos amamos, desde que nascemos?
 
Nadir A D'Onofrio 
09/08/2009*02:20 h
Serra Negra /SP

 

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Art: Nadir A D'Onofrio
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