Luiz Gilberto de Barros ( Luiz Poeta) / Nadir D'Onofrio

 

 

 

 

“ECO” E ECOS VAZIOS



Luiz Poeta ( sbacem ) - Luiz Gilberto de Barros
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O que grito de mim não me escuta,

É um eco perdido no ar;

Na triste solidão de uma gruta


Que repete o que eu quero gritar.

*

Ecos vazios dos gritos que dei

Teu nome, tantas vezes clamei

Só o silêncio respondia

Dentro da gruta fria...


*
A palavra nem sempre é astuta,

Ela invade o vazio sem vê-lo;

Vai a pedra, fica a catapulta,

Vai a linha, acaba o novelo.


*
O som, invadiu espaços

Mas onde estás, que não respondes?

O bilhete sei que foi

Junto à pedra que catapultei...

*
O segredo da voz é o silêncio,

Trampolim entre a dor e o grito,

Entre a lágrima, os olhos e o lenço,

Entre a chuva, o vento e o granito.

*

Quantas vezes silenciei

Entre choro e gemidos

Lágrimas que derramei

Com o vento...evaporaram...

*
Meu sorriso é o vôo do que calo

Na planície do olhar que me fita,

Ao sorrir, meu silêncio eu embalo,

Meu sorriso é o amor que não grita.

*

Gargalhando disfarço a dor

Buscando teu olhar de amor

Que sorrindo no silêncio

Fita-me...com todo ardor...


Nadir A D'Onofrio

21/06/2005

Santos 21:27hs





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Mid Eco  Autor Luiz Poeta

 

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