Folhas Mortas /  Boulevard

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Manhã nublada! /Melancolia viva e presente
Onde está a luminosidade do sol?
/sua luz rompendo o dia ?
Resolveu se ocultar!
/sem a lira para recordar !
Como criança acanhada....
/Substancialmente desprotegida

Por favor, resplandeça!
/num manto azul de cor
Ofusque o sofrimento...
/uma pálida amargura
Traga nos raios a expectativa,
/esquece tudo que não seja a vida
Deixando no coração o alento.
/pela a estrada do martírio

Assim, no tempo eu poderia voltar!
/Saudade, palavra distante
Quando, nada tinha para ocultar.
/remédio que aumenta a dor
Amante efusiva, esperava-o... chegar,
/suave e meigo, à luz desta escura manhã
Braços abertos, p’ra te aconchegar.
/e sua boca poder beijar

Existência de fases, /Deixei a ilusão
Sentimentos subjugados.
/Meu pobre coração cansado
Caducaram na fragilidade,
/castigado pela saudade
Marcada por animosidade.
/neste abismo de amor

Como folhas mortas!
/escrevo-te este poema
Em tardes outonais,
/sofro este amargor
Desprendem-se, forrando o solo,
/neste chão deito e choro
Vou espargir ao vento... as lembranças...
/reprisando os tempos de criança


Nadir A D’Onofrio*
/ Seme Said

Serra Negra-SP /Paranaguá PR

 

 

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Imagem recebida por Repasse de Grupo
Art Nadir A D'Onofrio
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