O Poeta faleceu em 16 de Novembro-2011

 

 

 

 Olhinhos na Tigela

Hoje ao ler o texto do amigo e poeta, Alexandre Tambelli,
relembrei uma passagem histórica!


Voltei ao meu tempo de criança... adoro polenta!
Neta de italianos, esse alimento em minha casa era constante.
Nesta época a qual me refiro deveria ter meus cinco anos,
lembro-me, que faltou farinha de trigo na cidade, só,
não sei precisar o motivo, e minha querida mãe tinha que
preparar esse alimento diariamente para que pudéssemos
comer no café da manhã.
Coitada, além de fazer a polenta, utilizando "fogão,
cujo combustível era, o carvão", ainda tinha que fritá-la,
pois eu colocava, pedacinhos de polenta, dentro de minha
tigelinha de leite com café, e dizia que queria ver, os
"olhinhos na tigela”, é obvio que os ditos, só, se se formavam,
pelo óleo contido na fritura.
E lá ia ela, D. Yolanda fritar a polenta, pasmem, isso tudo
era feito pela manhã.
Hum, sinto o sabor como, se tivesse degustando!
Penso, que terei que saborear polenta, hoje,
mas fritá-la... não suporto, cheiro de fritura.
Minha mãe, também dizia não suportar,
no entanto sujeitava-se, só para agradar-me.
O que as mães não fazem pelos filhos!
Uma das tantas lembranças que permanecem, intensas.

Saudade...

Nadir A D’Onofrio
20-02-2010-7:44h
Serra Negra- SN

 

 

DE OLHO NO OLHINHO
Oswaldo Castellari

Estou de olho na tigela
Que a mamãe preparou
Um quitute de cor amarela
Que hoje meu coração lembrou.

De um tempo que já passou
De minha mamãe lembrar
O quitute da tigela ficou
No paladar o seu saborear.

Vou contar de vez
O que é o quitute
Que a mamãe fez
A grande magnitude.

É a polenta italiana
Feito de olhinhos na tigela
Sua delicia é tamanha
Nenhum outro quitute supera.

Ai senti saudades
Do olhinho na tigela
E de D. Yolanda... Verdade!
Nesta homenagem... Meu poema encerra
 

Livro de Visitas

 

 

Mid: Tempo Feliz
Art: Nadir A D'Onofrio
Respeite Direitos Autorais