Tonho  França  /  Nadir A D'Onofrio

Mares... /  Cais

 

 

           

 

Mares...

Os barcos que deixam o cais,
Aventuram-se e deixam o cais,
Nas ondas inseguras, deixam o cais,
Levando as desventuras, deixam o cais,
Nas noites tão escuras, deixam o cais,
Deslizam entre espumas e corais,
Limpando suas dores, funerais,
Deixando os faróis e seus sinais,
Entrando em alto mar, seus cabedais,
Quem me dera deixasse o cais
A tristeza e me perdesse entre águas e florais,
E tudo o que dói, não doesse mais,
Quem me dera me desprendesse dos arvais,
E levasse entre as velas, as dores nunca mais,
As dores nunca mais, as dores nunca mais,
Um ponto no horizonte, as dores nunca mais,
Quem me dera pudesse, o adeus do cais...

Tonho França


           


Cais

Nadir A D’Onofrio


Confiante deixo o cais
 Sem rota e destino
 Lancei-me ao mar...
 Levei desventura, incertezas!
 Deixei o amor com certeza...
 Não respeitei tábua das marés
 Tormenta, vagalhões!
 Varrendo o convés
 Turbulência...
 Casco rasgado
 Fúria dos ventos
 Velas rasgadas
 E eu só...
 Nem Netuno atendeu
 Ao grito de desespero
 Arrependimento...
 Quero regressar ao cais!
 Sentir-me protegida
 Receber amor, carinho e guarida!
 Em águas desconhecidas
 Desrespeitando as marés
 Não me aventuro mais...
 Rei dos mares, Yemanjá
 Ninfas e Sereias
 Ajude-me regressar...
 Onde estará meu cais?

08/02/2006 *17:14hs
 Santos SP

           

 


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Art.  Nadir A D'Onofrio
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