Nadir A D'Onofrio e Tarcisio Costa

Menestrel e Castelo Medieval

 

 

 

Menestrel

Tarcísio R. Costa


Mergulho no túnel do tempo...

Vou em busca da poesia do passado,

Dos tempos remotos... medievais...

Daquelas paisagens bucólicas,

Eu era, creio, um menestrel...


Um poeta ao léu, ambulante,

Atrás de um grande amor...

Eu era um poeta-cantor

Das minhas saudade...


Era um sonhador,

Em busca de desvendar sonhos...



A sonoridade do meu violino

Me transformava em um sedutor.


Os seus acordes

Acendia o fogo da minha paixão,

Que deixava enlevado o coração

Do meu pretenso amor.


Brasília, 10 de maio de 2005

Tarcísio R. Costa


http://www.tarcisiocosta.com.br/





Castelo Medieval


Nadir A D'Onofrio


Que lembranças são essas,

que afloram em meu interior?

Vejo tudo obscuro,

não...não é imaginação!

São minhas recordações...


Um castelo medieval,

Sinto horror desse castelo!

Ele mantinha-me prisioneira,

Só avisto os campos através da janela...


A ânsia da liberdade

ao ver o falcão voando.

Triste sina a minha

Prisioneira desse castelo...


Um dia porém

Minha vida mudou...

Ouço ainda o burburinho na ponte.

Era a criadagem exultante,

recebendo o Menestrel...


Sua música encheu-me de alegria,

nunca mais, senti a tal melancolia.

O músico abnegado,

passou à ser meu professor,

Amigo, conselheiro, confidente...


Meu amante se tornou!

Nunca mais o castelo

ele deixou...

Lembranças!

Que no passado longínquo ficou...


05/06/2005 10:00

Santos SP








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