Nadir D'Onofrio e Marcelo Romano

Noite do Abandono e Nocturnal

 

 

 

Noite do Abandono
Nadir A D’Onofrio

O breu da noite 
Equivale a escuridão da minh’alma.
O nosso chalé sem tua presença,
Está sem vida despido de alegria.
Até a lareira se recusa queimar as lenhas,
As brasas existentes há muito se apagaram...

O vento gélido cortante,
Uivando entre os galhos que pendem, sob a nevasca.
O vinho que você tanto gostava...
Saboreio sozinha... com meus pensamentos...
Essa cor rubi e suave buquê 
Ah, só trazem, lembranças de você!

Diga-me onde estás
Largarei tudo e vou te encontrar.
Essa chaga do teu corpo irei curar
Serei o farol à iluminar seu caminho...
Não mais, lutará sozinho, amante abandonado
Eu, amante fiel ao seu lado, sempre estarei
Prometo...até seu sono eu velarei...

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Noche del Abandono
Nadir A D’Onofrio

La brea de la noche, 
Equivale a la oscuridad de mi alma.
Nuestro chalet sin su presencia,
Está sin vida desnudo de alegrí.
Hasta la estufa se rehusa a quemar las leñas.
Las brasas existentes hace mucho se apagaron...

El viento helado cortante,
Ahuyando entre los gajos que penden, bajo la nevisca.
EL vino del que usted tanto gustaba...
Lo saboreo sóla... con mis pensamientos...
Ese color rubí y suave bouquet 
Ah, sólo traen recuerdos de usted!

Digame donde estás
Largaré todo y voy a encontrarlo.
Esa llaga de su cuerpo iré a curar
Seré el farol para iluminar su camino...
No más, luchará sólo, amante abandonado.
Yo, amante fiel a su lado, siempre estaré,
Prometo...hasta su sueño yo velaré...

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Nocturnal 
Marcelo Romano


La oscuridad se adueño en mi, materia viva ,
colmando mi noche,
surgiendo de la nada rostros de ayer, momentos ...
El criptar del fuego me distrae, cuando el viento
golpea mi ventana pujando por entrar...
Solo en esta triste noche sin luces . 
desesperados mis ojos buscan ser faros luminosos
que indiquen en mi la trayectoria ...
Recorro sendas, acompañando mis pasos
la duda sutil de movimientos inciertos..., 
en laberíntica noche ...
Espinos arañan mi cuerpo ,
marcando las llagas del tiempo...
acariciando viejos lamentos ...,
algunos rebrotan en gotas rojas esparcidas...
La tremenda noche, salvaje animal 
me tiene en sus fauces, se atraganta de vida
al masticar dos luceros vivos
que niegan dormir sueño eterno ...
luchando por imponer luces en la oscura vida
de este amante abandonado ....

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Noturnal 
Marcelo Romano


A escuridão se fez dona de mim, matéria viva,
cobrindo minha noite, 
surgindo do nada rostos de ontem, momentos... 
O crepitar do fogo me distrai, quando o vento 
golpeia minha janela puxando por entrar... 
Só, nesta triste noite sem luzes.
Desesperados meus olhos procuram ser faróis luminosos 
que indiquem em mim a trajetória... 
Percorro sendas, acompanhando meus passos 
a dúvida sutil de movimentos incertos... 
em labiríntica noite... 
Espinhos arranham meu corpo, 
marcando as chagas do tempo... 
acariciando velhos lamentos... 
alguns rebrotan em gotas vermelhas espalhadas... 
A tremenda noite, selvagem animal 
me tem em sua goela, engasga-se de vida 
ao mastigar dois olhos vivos 
que se negam a dormir o sono eterno... 
lutando para impor luzes à escura vida 
deste amante abandonado... 


Marcelo Romano
Salta- Argentina


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