João Carlos ( Rhoter) / Nadir A D'Onofrio

João Carlos Ferreira Almeida  ( In Memorian ) *1947 +2009

 

Aurora  Boreal

 

Pintura da Alma
João Carlos ( Rother )
& Nadir A D'Onofrio



Nesta doce vida, enclausurei meus sonhos.
Molhei a ambição nas lágrimas da desdita,
Marcando passos nos caminhos bisonhos,
Cavalgando nas minhas palavras malditas.

Cavalgando nas minhas palavras malditas,
Sobrevoei os campos,
Destruí a discórdia,
Enxuguei o pranto.

Nos raios da lua, ah... ah... o fim das ilusões!
No esplendor das risadas de meus amores,
Perdi-me na estrada, sem ter as recordações,
Consumindo minha vida em ódio e rancores.

Consumindo minha vida em ódio e rancores.
Dispensei os bajuladores,
Que viviam só de clamores,
Faziam-se de amigos, mas eram delatores...

Olhando sem nada ver, vaguei no meu caminho,
Ouvindo gritos violentos de dores horripilantes.
Num refinamento de amizades, mas sempre sozinho
Contra o retrogrado tempo e vidas luxuriantes.

Contra o retrogrado tempo e vidas luxuriantes
Vaguei em torvelinho,
Sonhos alucinantes
Permearam meu caminho.

Há fantasmas vivos na minha própria existência,
Sem perceber que cada passo que dou na estrada,
Evocando notáveis poderes de força e violência,
Sou perseguido pelo infortúnio de idéias pisoteadas.

Sou perseguido pelo infortúnio de idéias pisoteadas
Sofridas, massacradas,
Ainda, que pareçam sensatas
Leis, rotuladas de democratas...

Quantas vezes zombei das lágrimas de desgosto,
lágrimas que correm pela minha face tão calma,
mundo de angústia que não altera meu rosto
Para que o artista consiga pintar assim minha alma

Para que o artista consiga pintar assim minha alma
Mesmo a contra-gosto,
Que seja uma obra prima!
Ou morrerei de desgosto...

 

Nadir A D’Onofrio
31/10/2006-22h30
Santos SP

            

            

 
Pintura da Alma I

( Inversão do dueto original )

João Carlos ( Rhoter )


Cavalgando nas minhas palavras malditas,
Sobrevoei os campos,
Destruí a discórdia,
Enxuguei o pranto.

Gritei as palavras malditas para o firmamento
Enxugando as lágrimas na mascara que engana
Tentando destruir a discórdia rugindo ao vento
Sobrevoando os relatos da comédia humana

Consumindo minha vida em ódio e rancores.
Dispensei os bajuladores,
Que viviam só de clamores,
Faziam-se de amigos, mas eram delatores...

Consumi minha vida em ódios e rancores
Hoje me recuso a sentir ou ouvir com piedade
Arrotadas pelos malditos idiotas e bajuladores
Se fazendo de amigos, delatores da nulidade.

Contra o retrogrado tempo e vidas luxuriantes,
Vaguei em torvelinho,
Sonhos alucinantes,
Permearam meu caminho.

Perseguido pelas idéias ofensivas e massacradas
Escondendo as leis da fraternidade que são rotuladas
Ainda que cegos conduzam cegos em contos de fadas
Onde orgulho, o amor e a inteligência são crucificadas.

Sou perseguido pelo infortúnio de idéias pisoteadas
Sofridas, massacradas,
Ainda, que pareçam sensatas.
Leis, rotuladas de democratas...

O artista pintou minha alma, fazendo a transmutação,
De promessas de profundos segredos perturbados
E na morte, no desgosto quando acaba a inspiração,
Vivendo sem amor, cujo sentimento são aprisionados.

Para que o artista consiga pintar assim minha alma
Mesmo a contragosto,
Que seja uma obra prima!
Ou morrerei de desgosto...


01/11/2006


 

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Imagem Ilustrativa:
http://www.greenlandadventure.com/infopolar_aurora.htm

Art: Nadir A D'Onofrio
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