VORAGEM
Nadir A D'Onofrio


Silhueta
Que vi e não mais esqueci.
Era real, miragem,
 Ou fruto da imaginação?

Destacado ante a aquarela
À semelhança de um deus grego!
Corpo esculturado, bronzeado,
Cheiro de pecado...

A princípio toquei
Depois apalpei, apertei,
Musculoso, quente, consistente,
Aguçou os sentidos na mente

Num ímpeto de selvageria
Como tigresa o ataquei,
Não oferecia resistência...
E fingia, nada querer!

Mas deixando... tudo acontecer...
E no Olímpio do meu pensamento,
Sob matizes do ocaso o amei,
Voragem, estonteante, delirante...

22/10/2009*00:50h
Serra Negra SP

 

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Art: Nadir A D'Onofrio
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